O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, criticou com firmeza a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na captura do chefe de Estado Nicolás Maduro no início de janeiro. Numa peça de opinião publicada no jornal norte-americano The New York Times, Lula apelou este domingo para que se “superem as diferenças ideológicas” e se procure uma agenda positiva para toda a região, centrada em investimento, emprego, comércio e combate a desafios comuns como a pobreza e as alterações climáticas.
Lula sublinhou que “o uso da força nunca nos aproximará desses objetivos” e criticou duramente a operação norte-americana, que considerou uma violação da soberania e do direito internacional após mais de duas décadas de história independente na América do Sul.
O presidente brasileiro argumentou que a paz, a segurança e a estabilidade global ficam ameaçadas quando a força passa de exceção a regra e apelou aos líderes das potências para que abandonem a hostilidade permanente.
Lula defendeu ainda que o futuro da Venezuela deve ser decidido pelo seu povo, através de um processo político inclusivo que conduza a uma democracia sustentável, e rejeitou a ideia de submissão a “corporações hegemónicas”.
Foto: Washington Costa/MF)