O Presidente da Rússia admitiu esta quarta-feira a possibilidade de utilizar ativos russos congelados nos Estados Unidos, avaliados em cerca de mil milhões de dólares, para apoiar a reconstrução da Palestina, condicionando essa decisão à assinatura de um acordo de paz entre a Rússia e a Ucrânia.
Vladimir Putin revelou que a proposta está a ser discutida com representantes do Governo norte-americano e que os fundos poderiam ser direcionados para o Conselho de Paz, uma iniciativa lançada pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o objetivo de promover a estabilidade na Palestina.
Durante uma reunião com o Conselho de Segurança russo, Putin sublinhou a relação histórica da Rússia com o povo palestiniano e afirmou que, mesmo antes de uma decisão formal sobre a participação russa no Conselho de Paz, Moscovo poderia avançar com a transferência dos fundos congelados durante a anterior administração norte-americana.
O chefe de Estado agradeceu ainda o convite de Trump para integrar o organismo e indicou ter dado instruções ao Ministério dos Negócios Estrangeiros para analisar a proposta e consultar parceiros estratégicos antes de tomar uma decisão definitiva.
Putin adiantou também que irá abordar o tema ainda hoje com o enviado especial de Trump, Steve Witkoff, que se desloca a Moscovo acompanhado por Jared Kushner, genro do Presidente norte-americano. A visita insere-se na continuação do diálogo entre Moscovo e Washington sobre o conflito na Ucrânia.
Este será o sétimo encontro direto entre representantes das duas partes, depois de a delegação ucraniana ter mantido consultas recentes nos Estados Unidos e de contactos paralelos realizados à margem do Fórum Económico Mundial, em Davos.