A companhia aérea "low-cost" Ryanair voltou a colocar os pontos nos is: o adeus ao arquipélago dos Açores é para manter e tem data marcada para 29 de março. A transportadora liderada por Michael O’Leary não deu sinais de recuo, confirmando que deixará de operar as rotas que ligam o continente às ilhas após o final do calendário de inverno.Os motivos do divórcio
A decisão, que já vinha a ser desenhada nos últimos meses, prende-se sobretudo com questões de viabilidade financeira e a ausência de novos acordos de incentivo que satisfaçam as exigências da companhia.
Custos de Operação: A subida das taxas aeroportuárias tem sido o principal "cavalo de batalha" da Ryanair contra a ANA/Vinci.
Rentabilidade: Sem os apoios pretendidos, a empresa prefere desviar a sua frota para mercados onde a margem de lucro seja mais competitiva.
O impacto no arquipélago
O anúncio cai como um balde de água fria no setor do turismo açoriano. Com a saída da gigante irlandesa, prevê-se:
Menos Conetividade: Uma redução drástica no volume de voos de baixo custo para Ponta Delgada e Terceira.
Preços em Alta: O fim da concorrência direta poderá levar a um aumento nos preços das passagens praticados pelas companhias que permanecem no mercado.
Incerteza Económica: Hotéis e serviços locais temem uma quebra no número de visitantes estrangeiros e nacionais já na próxima época alta.
Até ao momento, o Governo Regional dos Açores não apresentou uma alternativa imediata para preencher o vazio deixado pela transportadora, embora se mantenham as conversações para tentar mitigar o isolamento das ilhas.
Fonte Agência Lusa