As sedes do gigante financeiro alemão em Frankfurt e Berlim foram alvo de buscas policiais esta quarta-feira. Em causa estão suspeitas de branqueamento de capitais, com as autoridades a investigarem possíveis falhas graves no controlo de transações ligadas ao oligarca luso-russo Roman Abramovich.Operação "Relâmpago" em Frankfurt
Cerca de 30 investigadores à paisana entraram nas instalações do maior banco da Alemanha ao início da manhã. A operação, coordenada pelo Ministério Público, foca-se em funcionários e responsáveis da instituição que poderão ter facilitado ou ignorado movimentos financeiros ilícitos entre 2013 e 2018.
O Fator Abramovich
Embora o Deutsche Bank se limite a confirmar a "cooperação total" com as autoridades, a imprensa alemã — nomeadamente o Süddeutsche Zeitung e o Der Spiegel — aponta o dedo à relação do banco com o antigo dono do Chelsea.
A falha: O banco terá demorado demasiado tempo a reportar atividades suspeitas envolvendo empresas de Abramovich.
O contexto: O oligarca está sob sanções da União Europeia desde 2022, mas a investigação recua a anos anteriores para desmantelar a rede de branqueamento.
Timing Crítico
Esta intervenção judicial acontece num momento particularmente sensível para a instituição. O Deutsche Bank tem agendada para amanhã a apresentação dos resultados financeiros de 2025, e este novo escândalo volta a colocar em xeque a eficácia dos seus mecanismos de compliance e supervisão interna.
"O objetivo é esclarecer relações comerciais com entidades estrangeiras que serviram de fachada para a lavagem de dinheiro," afirmou o Ministério Público em comunicado.
Fonte- Agência Lusa