A Austrália e o Japão anunciaram hoje que não vão enviar navios de guerra para o Estreito de Ormuz, a estreita passagem marítima no Golfo Pérsico considerada vital para o transporte de energia a nível mundial, apesar dos apelos dos Estados Unidos para que aliados contribuam para a segurança da rota.
Os governos de Canberra e Tóquio informaram que não planeiam participar com navios de guerra em qualquer operação destinada a escoltar ou proteger a navegação no Estreito de Ormuz, numa resposta direta à pressão feita por Washington para formar uma coalizão internacional que ajude a garantir a livre circulação naquela zona.
A posição de ambos os países ocorre num contexto de elevada tensão no Médio Oriente, com o estreito a ser impactado pelas hostilidades entre o Irão e forças lideradas pelos Estados Unidos e Israel, que têm dificultado a passagem de navios e condicionado o fluxo de petróleo que atravessa aquela via.
Segundo o primeiro‑ministro japonês, Sanae Takaichi, o Japão enfrenta restrições legais e constitucionais que tornam complexa a participação em operações militares no estrangeiro, e por isso o país ainda “não tem planos” para enviar navios de guerra para a região.
Também o governo australiano confirmou que não pretende mandar navios de guerra para o estreito, optando por uma postura mais cautelosa, apesar de ter manifestado interesse em continuar a apoiar parceiros regionais por outras vias.
O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais importantes do mundo, por onde circula uma parte significativa do petróleo global, e a ausência de navios de guerra de aliados neste momento é vista como um sinal da complexidade diplomática e estratégica da situação atual.
Fonte e Foto:Lusa