A Jerónimo Martins fechou 2025 com lucros líquidos de 646 milhões de euros, um aumento de 7,9% face a 2024, recuperando da quebra de 20,8% registada no ano anterior. O grupo, liderado por Pedro Soares dos Santos, destaca que as vendas subiram 7,6%, atingindo os 35.991 milhões de euros, enquanto o EBITDA cresceu 11,1%, fixando a margem em 6,9%.
Em comunicado à CMVM, o CEO realça que, apesar da pressão exercida por desafios geopolíticos e tensões comerciais, o grupo demonstrou capacidade de adaptação, registando crescimento das vendas, bons resultados e forte geração de caixa. Para 2026, porém, alerta que os efeitos da instabilidade geopolítica, nomeadamente no preço da energia e na inflação alimentar, são imprevisíveis.
O desempenho das insígnias do grupo foi marcado por resultados distintos. A polaca Biedronka, maior contributora para as vendas, ultrapassou os 25 mil milhões de euros, com crescimento de 7,5% face a 2024 e um Like-For-Like de 1,9% em moeda local. A cadeia de saúde e beleza Hebe faturou 626 milhões de euros, 7,4% acima de 2024.
Em Portugal, o Pingo Doce registou vendas de 5,3 mil milhões de euros, crescendo 5,3% (LFL de 4% excluindo combustível), enquanto o Recheio atingiu 1,4 mil milhões, 3% acima de 2024. Na Colômbia, a rede Ara aumentou as vendas 13,3%, para 3,2 mil milhões de euros, com LFL de 5,8% em moeda local.
Pedro Soares dos Santos sublinha que, num contexto complexo, o grupo continuará a apostar na liderança de preço, crescimento sustentável e oferta de produtos alimentares de qualidade, mantendo a competitividade face à intensa concorrência nos mercados onde opera: Portugal, Polónia, Colômbia e Eslováquia.
Fonte:Lusa / Foto:Manuel de Almeida