Afluência às 16:00 atinge os 45,51%, o valor mais alto das últimas duas décadas, sinalizando uma quebra acentuada na abstenção face aos últimos atos eleitorais.
A participação cívica nas eleições presidenciais deste ano está a registar um dinamismo sem precedentes recentes. De acordo com os dados mais recentes da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna (MAI), até às 16:00, 45,51% dos eleitores já tinham exercido o seu direito de voto. Trata-se do registo mais elevado a esta hora desde 2006, ano em que a fasquia se fixou nos 45,56%.
Comparativo com anos anteriores
Os números de hoje revelam um contraste nítido com o passado recente:
2026: 45,51%
2021: 35,44%
2016: 37,69%
2011: 35,16%
Este salto de dez pontos percentuais em relação às últimas presidenciais (2021) confirma uma tendência de mobilização que já se sentia durante a manhã, período em que 21,18% dos mais de 11 milhões de eleitores inscritos já tinham votado.
Recorde-se que as urnas em Portugal Continental e na Madeira fecham às 19:00 (20:00 nos Açores devido à diferença horária), momento a partir do qual serão conhecidas as primeiras projeções da taxa de abstenção final, que os analistas preveem poder ser a mais baixa dos últimos 20 anos.