Vitória nas urnas e nos cofres: Seguro lidera contas da campanha e deixa rivais a perder dinheiro
Subvenção do Estado garante saldo positivo a Seguro, Ventura e Cotrim, enquanto Marques Mendes sai das presidenciais com prejuízo superior a meio milhão de euros
Publicado em 20/01/2026 07:35 • Atualizado 20/01/2026 07:39
Política
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As eleições presidenciais não se decidiram apenas nas urnas. Para lá dos votos, houve um segundo confronto decisivo: o das contas finais das campanhas. E aqui o desfecho foi claro. António José Seguro não só venceu politicamente como saiu financeiramente reforçado, tornando-se o candidato com o melhor saldo graças à subvenção pública do Estado.

Ao cruzar os resultados eleitorais com os gastos declarados e as regras de financiamento, percebe-se que a campanha de Seguro foi a mais eficiente do ponto de vista financeiro. O apoio estatal permitiu-lhe fechar contas no positivo, num cenário em que também André Ventura e João Cotrim de Figueiredo conseguiram evitar prejuízos e terminar a corrida presidencial com saldo favorável.

No extremo oposto surge Luís Marques Mendes. O candidato apoiado pelo Governo não foi apenas penalizado pelo resultado eleitoral, mas também pelas contas da campanha. Entre despesas elevadas e uma subvenção insuficiente para cobrir os encargos, Marques Mendes termina estas presidenciais como o grande derrotado financeiro, acumulando um prejuízo superior a 500 mil euros.

Este “campeonato paralelo” das presidenciais expõe o peso decisivo da subvenção pública no equilíbrio das campanhas e mostra que uma boa estratégia eleitoral pode traduzir-se não só em votos, mas também em contas certas. Para uns, as presidenciais trouxeram ganhos políticos e financeiros; para outros, ficaram os votos perdidos… e um rombo significativo no orçamento.

FONTE:JN / FOTO:ARQUIVO

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