André Ventura rejeitou esta quinta-feira qualquer ligação do Chega ao grupo neonazi 1143, considerando como “palhaçada” as acusações de extremismo dirigidas ao partido. Em declarações à RTP, o candidato presidencial negou conhecer os militantes detidos na Operação Irmandade e sublinhou que o Chega defende apenas segurança e combate à violência.
“Esta conversa do extremismo é o ódio habitual contra mim. A estratégia é todos juntos contra mim”, afirmou Ventura, acrescentando que a eleição não deve ser tratada como um confronto entre democratas e anti-democratas.
O candidato tem agora como foco o eleitorado jovem que, em parte, apoiou Cotrim Figueiredo na primeira volta. Apesar de ter sido inicialmente anunciado um encontro na Assembleia da República, Ventura realizou a sua ação de campanha na Junta de Freguesia do Lumiar, onde reforçou o discurso anti-socialista que promete manter nas próximas duas semanas.
Quanto ao apoio a António José Seguro, Ventura criticou a mobilização da direita em torno do adversário. O candidato do PS recebeu esta quinta-feira o apoio formal do Livre, decidido por unanimidade pelo partido, enquanto o CDS optou por não apoiar nenhum dos dois concorrentes à segunda volta.
Recorde-se que o voto antecipado em mobilidade decorrerá no dia 1 de fevereiro, antes da segunda volta marcada para 8 de fevereiro.
Fonte:Sicnoticias