Num comunicado, os trabalhadores acusam o Governo de recorrer a “demagogia, desinformação e propaganda” para justificar a decisão e de ocultar as consequências reais da medida, que segundo a Comissão comprometeria o equilíbrio económico da empresa e colocaria em risco a sua operação a nível nacional.
A Comissão de Trabalhadores alerta que os serviços suburbanos a subconceder são os mais rentáveis e que o processo poderia transformar material circulante adquirido com investimento público em lucros privados, referindo-se ao caso da Fertagus, que utiliza comboios cedidos pela CP.
O Governo, segundo o ministro das Infraestruturas, mandatou a CP para apresentar soluções jurídicas, económicas e temporais para as subconcessões, com prazo de 90 dias, prevendo lançar os concursos públicos no segundo semestre de 2026. As quatro linhas abrangem 355 km e transportaram 166 milhões de passageiros em 2024.
A Comissão defende que o Estado assuma os atrasos na compra de material circulante, invista na manutenção e produção e opte por um modelo público direto, em vez de parcerias público-privadas, para garantir o interesse nacional e a sustentabilidade da CP.
Fonte:CNNPORTUGAL / FOTO:CP