O atual modelo de admissão à Polícia de Segurança Pública está sob forte crítica. Paulo Santos, presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP/PSP), lançou um aviso sério sobre a qualidade dos novos recrutas, afirmando que a urgência em preencher as vagas disponíveis está a comprometer o nível de exigência da instituição.O Facilitismo em Nome das Metas
De acordo com o dirigente sindical, existe uma tendência crescente para "baixar a guarda" durante o processo de seleção e formação. O objetivo parece ser meramente estatístico: garantir que os cursos terminem com o número máximo de formandos possível, mesmo que isso signifique a passagem de candidatos sem as competências fundamentais para o exercício da função policial.
Segurança Pública em Risco
A ASPP defende que a necessidade de reforçar o contingente não justifica a entrada de perfis desadequados. O sindicato sublinha que uma polícia "facilitada" representa um perigo direto para a eficácia das operações e para a segurança dos cidadãos, uma vez que a exigência técnica e ética não pode ser sacrificada em prol da quantidade.
"Deixam passar pessoas sem a mínima competência." — Paulo Santos, Presidente da ASPP/PSP
A questão levanta agora um debate sobre as condições da carreira, que muitos apontam como a causa principal para a falta de candidatos qualificados, forçando a instituição a reduzir os critérios de seleção para evitar esquadras vazias.
Fonte - Página ASPP/PSP / Entrevista à RTP / Foto: