O Ministério da Educação reagiu oficialmente ao crescente debate sobre a inteligência artificial (IA) nas salas de aula portuguesas. Contrariando as vozes que pedem o afastamento desta tecnologia, a tutela sublinha que o sistema de ensino deve adaptar-se em vez de fechar as portas à inovação.O choque de visões
A posição do Governo surge num momento de tensão com o setor académico. No passado sábado, um manifesto assinado por dezenas de docentes de universidades e institutos politécnicos defendeu o banimento total de ferramentas de IA no Ensino Superior, alertando para os riscos que estas representam para a integridade académica e para o processo de aprendizagem tradicional.
A resposta do Ministro
Para o Ministro da Educação, ignorar o avanço tecnológico não é uma opção viável. O governante destaca que:
A IA oferece janelas de oportunidade para modernizar o ensino.
A tecnologia deve ser encarada como uma aliada e não como uma ameaça.
O foco deve estar na regulamentação e no uso ético, e não na proibição.
Este braço-de-ferro entre o Ministério e uma parte significativa do corpo docente promete marcar a agenda educativa dos próximos meses, numa altura em que as instituições de ensino em todo o mundo tentam encontrar um equilíbrio entre a tradição pedagógica e a revolução digital.