O Governo esclareceu que a continuidade da Escola Profissional Agrícola Conde de S. Bento, em Santo Tirso, não está ainda garantida a longo prazo. Segundo o Ministro da Educação, Fernando Alexandre, o destino da instituição centenária dependerá agora de uma avaliação estratégica a realizar pela CCDR Norte e pela Câmara Municipal de Santo Tirso.Atualmente, a escola funciona sob um contrato de arrendamento precário, válido por apenas um ano, firmado entre o Ministério e a Santa Casa da Misericórdia de Santo Tirso, proprietária do imóvel. O governante sublinhou que não seria prudente avançar com um compromisso de 20 anos sem antes avaliar a relevância da escola para a região e o investimento necessário nas infraestruturas.
Pontos centrais da audição parlamentar:
Contrato temporário: O Governo autorizou o pagamento de uma renda mensal de 25.600 euros para manter a escola aberta durante o ano de 2026.
Avaliação estratégica: Até março, as CCDR deverão apresentar um relatório sobre o interesse destas escolas profissionais para o desenvolvimento regional.
Descentralização: O Ministro defendeu que o modelo atual, gerido a partir de Lisboa, está obsoleto, e que as autarquias devem assumir uma responsabilidade crescente na gestão destes estabelecimentos.
Contradições Políticas:
Durante a audição na Assembleia da República, Fernando Alexandre aproveitou para clarificar que o seu único interlocutor em Santo Tirso foi a Santa Casa da Misericórdia. Esta afirmação desmente as informações veiculadas pelo PSD local no início de 2025, que sugeriam uma articulação direta entre o partido e o Ministério para salvar a escola.
A instituição, que opera desde 1913, aguarda agora o desfecho desta "reflexão estratégica" para saber se poderá continuar a formar técnicos agrícolas no próximo ano letivo ou se o modelo de ensino será reestruturado.
Fonte: Câmara Municipal de Santo Tirso