O jornalista e investigador Orlando Raimundo, conhecido pelo seu trabalho sobre o Estado Novo e por ter acompanhado de perto a Revolução do 25 de Abril, morreu aos 77 anos, confirmou a editora Dom Quixote, responsável pela publicação de várias das suas obras.
Em comunicado divulgado nas redes sociais, a editora lamentou o desaparecimento de Orlando Raimundo, destacando o seu percurso como historiador e jornalista, com especial enfoque na investigação sobre o regime salazarista. A notícia da morte foi avançada pelo jornal regional O Mirante, que indica que o autor faleceu esta terça-feira, após doença prolongada.
Também o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, reagiu ao falecimento, apresentando condolências à família e aos que com ele partilharam o percurso profissional.
Ao longo da carreira, Orlando Raimundo publicou diversas obras de referência sobre o Estado Novo, entre as quais O Último Salazarista, A Outra Face de Américo Thomaz, António Ferro, o Inventor do Salazarismo e A Última Dama do Estado Novo e Outras Histórias do Marcelismo.
Durante mais de 30 anos exerceu jornalismo, tendo integrado a redação de O Século, onde acompanhou o 25 de Abril. Trabalhou ainda no Diário Popular e no Expresso, jornal onde permaneceu durante duas décadas.
Orlando Raimundo esteve também envolvido na criação do primeiro jornal da Guiné-Bissau após a independência e foi um dos fundadores do Cenjor – Centro Protocolar de Formação Profissional para Jornalistas. Licenciado em Ciência Política e Relações Internacionais, estudou jornalismo em Paris e em Tóquio.
Fonte:JN / Foto:Orlando Raimundo / reprodução