A "candida auris", um fungo unicelular resistente a múltiplos medicamentos, é já considerada uma ameaça à saúde pública global, sobretudo em doentes com fatores de risco, como doenças graves ou tratamentos invasivos. O fungo pode colonizar a pele e causar infeções invasivas, com sintomas muitas vezes inespecíficos, incluindo febre, calafrios ou inchaço em feridas, mas a colonização pode passar despercebida, tornando o diagnóstico complexo.
Desde 2013, foram registados mais de 4 mil casos de infeção por "candida auris" na União Europeia, sendo que 2023 representou um aumento significativo, com mais de 1.300 casos. Em Portugal, os primeiros casos surgiram nesse mesmo ano, segundo estudos agora divulgados.
O fungo propaga-se essencialmente em hospitais e lares, não na comunidade, transmitindo-se pelo contacto direto ou através de superfícies e equipamentos contaminados. A sua elevada persistência e resistência a fármacos antifúngicos tornam a prevenção essencial.
Entre as medidas recomendadas estão a higiene rigorosa das mãos, desinfeção frequente de superfícies e cuidado no uso de dispositivos médicos. Qualquer suspeita de infeção deve levar a procura imediata de assistência médica.
Fonte:JN / Foto:Centers for Disease Control and Prevention